domingo, 7 de junho de 2009

Tudo tem Limite

Há algum tempo me questiono sobre os limites da desonestidade das pessoas. Como pode um profissional (se é que podemos usar esse termo para pessoas com esse comportamento) mentir sobre o seu currículo para poder ministrar aulas em uma Especialização, ou seja, um graduado ministrando aulas para pós-graduandos. Em Teresina me parece que isso é normal. Um grande número de pessoas não está nem um pouco preocupadas com a qualidade dos cursos que fazem, basta apenas estarem fazendo um.
Já não bastam as graduações presenciais ruins em várias faculdades, os cursos à distância que estão distantes de qualquer critério de qualidade ou metodologia adequada, agora essa tendência afeta as especializações. Será que o pior ainda não passou nesta terra? Será que o atraso tecnológico, cultural, educacional, afeta nossa capacidade que escolher com critérios de qualidade os cursos que iremos fazer.
Certa vez em Teresina vi um outdoor onde estava estampado " Especializações a partir de R$ 140,00". Isso só corrobora com meu desabafo. Que qualidade tem a oferecer uma instituição que anuncia o preço antes dos cursos que oferece? O pior é que ainda existem pessoas que procuram esse tipo de instituição.
Quem de nós educadores nunca ouviu a frase de um ex-aluno e ainda desempregado: "O mercado está saturado, não existem boas oportunidades para profissionais na minha área". Normalmente atrás dessa reclamação está um sujeito que foi incompetente como aluno e que ainda precisa do dinheiro dos pais para poder fazer mais um curso qualquer. A conclusão que eu extraio dessa situação é que todos os dias muitas pessoas são vítimas da sua própria "esperteza".
O brasileiro esperto é um sujeito que nunca se preocupou com os estudos e que ganha a vida enganando os outros, sendo malandro, entrando para a política ou dependendo de um político.
A "esperteza" do brasileiro é a falta de inteligência se manifesta de muitas formas e essa talvez seja uma das mais miseráveis, pois a educação é representa um horizonte muito próximo para alguém sair de uma situação desfavorável financeiramente e poder ter um padrão de vida digno, no entanto, muitos ainda continuam se enganando buscando na facilidade oferecida por cursos ruins formados ou dirigidos por pessoas inidôneas um atalho para esse mesmo fim.
O resultado final será um currículo repleto de cursos, que não atestam a capacidade do portador do mesmo, em um mercado onde as boas oportunidades ainda estão precisando de bons profissionais.

3 comentários:

  1. A esperteza de alguem nesse assunto acaba sendo o prejuizo por longo prazo para todos. Por isso esse pais vai para frente tão devagar. Um passo para frente, dois para tras. Esse é o meu pensamento humilde...

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  2. Concordo plenamente... vivemos em um lugar tão pecuínha onde as pessoas só pensam nume forma de se beneficiar com o dinheiro que acabam enganando a si próprio buscando um atalho para ter crédito e conseguir um "status". Pessoas que não se preocupam com a educação e nem o que elas possam representar para o futuro de alguém ou para o desenvolvimento do Estado. Vivo em um local onde pessoas que se dizem profissionais se negaram a construir novos projetos de oficinas profissionalizantes simplesmente por que não vão ganhar "dinheiro" com isso, ou vão ganhar muito pouco. Mas qual o papel pedagógico que esses profissionais irão ganhar na instuição? O que irão representar planejando novas ferramentas e beneficiando a comunidade com novos cursos? "Que foda a comunidade, eu preciso é de dinheiro" Isso foi o que tive que ouvir quando indaguei alguém que já tinha mais de sete anos na instituição. Eu pergunto dentro do contexto do Moderador do blogger: Que diabos de profissionais Teresina tem? Como é possível oferecer cursos por preços tão baixos sem oferecer caráter profissional?

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  3. Concordo com você em relação a esses profissionais e instituições que oferecem estes cursos sem considerar o compromisso com a excelência da educação. E acho uma pena que isto venha acontecendo em Teresina. Mas, creio que não é algo que se restrinja somente a nossa cidade. Por estes fatos, mantenho meu apoio em relação à regulamentação do profissional da área de tecnologia. Creio que um órgão de representação poderia averiguar e penalizar estes profissionais e instituições. Grande abraço.

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